
A prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, expôs um rombo gigantesco no sistema financeiro. A Polícia Federal deteve o banqueiro em São Paulo após identificá-lo como parte de um esquema que incluía “emissão de títulos falsos”, “gestão fraudulenta” e participação em organização criminosa.
Quase ao mesmo tempo, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, interrompendo todas as operações e acionando o FGC, que agora precisará ressarcir correntistas até R$ 250 mil por CPF. A operação, chamada Compliance Zero, já vinha sendo monitorada desde 2024 e apontava que o Master negociava carteiras de crédito sem lastro e fazia captações acima do mercado para atrair dinheiro rapidamente.
O escândalo cresceu quando veio à tona que Vorcaro tentou fugir do país em seu jatinho particular, sendo interceptado pela PF no Aeroporto de Guarulhos. Enquanto isso, especialistas revelaram que o banco já acumulava operações de alto risco e manobras que acenderam o alerta do BC muito antes da prisão.
Para quem acompanha economia e política, a queda do Banco Master é um recado duro sobre a fragilidade de instituições que crescem rápido demais sem transparência. Investidores ficam reféns de investigações, correntistas aguardam o FGC, e o país encara mais um capítulo de escândalos financeiros que minam a confiança no sistema bancário.
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