
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) decidiu aceitar o desafio lançado pelo presidente Lula (PT) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, mas impôs condições que ampliam o confronto político às vésperas do segundo turno. Nesta quarta-feira (21), a campanha do senador formalizou uma resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigindo informações sobre o Instituto Lula, gastos com cartões corporativos da Presidência, dados relacionados à primeira-dama Janja e movimentações de pessoas próximas ao presidente.
Em manifestação ao TSE, a defesa de Flávio classificou a iniciativa petista como uma “promessa vazia” e uma tentativa de produzir uma exposição apenas aparente dos dados.
Durante evento em Guarulhos, na Grande São Paulo, Flávio elevou o tom e condicionou a abertura de seu sigilo telefônico à divulgação das informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência citado em investigações da Polícia Federal sobre a atuação da lobista Roberta Luchsinger, próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“O Lula nem tem celular. Como ele quer abrir o sigilo telefônico dele? (…)abro meu sigilo de telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”.
Flávio também cobrou informações do Instituto Lula e dos gastos relacionados a Janja, ampliando o alcance do desafio inicialmente apresentado pelo petista.
A disputa começou quando Lula apresentou ao TSE uma proposta de divulgação de seus dados bancários, fiscais e telefônicos, incluindo informações de familiares, desde que Flávio adotasse medida equivalente. Na resposta, o candidato do PL afirmou aceitar a exposição de seus registros, mas exigiu que a transparência alcance também informações de terceiros ligados ao presidente, além de gastos oficiais e registros da estrutura presidencial.
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