Fotografias inéditas divulgadas nesta quarta-feira (21) pela revista Veja revelam uma rotina de viagens internacionais, festas e encontros com empresários envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), e a lobista Roberta Luchsinger, investigados pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência.

Entre os registros está uma viagem à Finlândia, no início de 2025, realizada a bordo de um jatinho Embraer Praetor 600, avaliado em aproximadamente US$ 20 milhões. A aeronave teria sido fretada para o deslocamento, durante o qual os passageiros visitaram o país para observar a aurora boreal. As imagens, obtidas a partir de dispositivos móveis, mostram a proximidade entre o filho do presidente, a empresária e integrantes de um círculo de negócios com interesses no governo federal.
O material também revela encontros com empresários, entre eles Marcelo Checon, proprietário da MChecon Design e Cenografia.
Segundo reportagem de O Antagonista, a empresa possuía apenas um contrato federal de R$ 197 mil antes da posse de Lula, mas conquistou outros 13 contratos durante o atual governo, com faturamento informado de R$ 63 milhões.
Outra informação divulgada aponta que o grupo utilizava uma residência em condomínio fechado em Brasília, com despesas mensais superiores a R$ 100 mil, para encontros que teriam contado com empresários, assessores e autoridades do governo. A Polícia Federal apura suspeitas de influência indevida na negociação de contratos públicos, incluindo tentativas de negócios no Ministério da Saúde.

As revelações surgem enquanto a Polícia Federal solicita ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para concluir diligências relacionadas a Lulinha e Roberta Luchsinger.
O caso também ganhou novos desdobramentos depois que Lula afirmou publicamente não conhecer a lobista e a chamou de “pilantra”. Roberta reagiu às declarações e anunciou a intenção de negociar uma delação premiada, afirmando que não pouparia o presidente nem seu filho.
A defesa de Lulinha nega qualquer prática ilícita, sustenta que a relação com Roberta era de amizade e afirma que o empresário obtém renda de seu trabalho de consultoria.
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