
A investigação sobre a fraude bilionária no INSS ganhou um novo capítulo depois que depoimentos à Polícia Federal voltaram a citar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, em agendas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
A publicitária Danielle Fonteles afirmou à PF que Lulinha participou de viagens e visitas a instalações industriais em Portugal relacionadas a um projeto empresarial conduzido por Antunes, investigado no esquema de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas.
O caso é pesado porque a própria Polícia Federal e a CGU já apontaram que entidades investigadas cobraram cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024, dentro da Operação Sem Desconto. Segundo a CGU, mais de 97% dos beneficiários entrevistados disseram que não autorizaram os descontos.
No meio dessa apuração, também entrou no radar a empresa World Cannabis, com a CGU chamando para depor um informante da PF que citou suposta relação de Lulinha com o grupo de negócios ligado ao “Careca do INSS”.
A defesa de Lulinha nega irregularidades, afirma que ele não recebeu dinheiro do esquema e sustenta que não há prova de participação em fraude. Mesmo assim, politicamente, o estrago é grande: enquanto aposentados tentam reaver valores descontados sem autorização, o caso expõe uma rede de empresários, viagens, consultorias e suspeitas que encosta no entorno familiar do presidente da República.
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