
A Justiça da Bahia manteve a prisão preventiva do ex-deputado federal Uldurico Júnior, detido desde abril durante a Operação Duas Rosas. A decisão, tomada em 23 de julho pelo juiz Otaviano Andrade Sobrinho, da 1ª Vara Criminal de Eunápolis, negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa.
O Ministério Público da Bahia acusa o ex-parlamentar de envolvimento em organização criminosa e corrupção no suposto esquema que teria facilitado a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, em 12 de dezembro de 2024. Segundo a investigação, teria sido negociado o pagamento de R$ 2 milhões para viabilizar a ação.
A defesa afirma que as acusações são infundadas e sustenta que Uldurico é vítima de perseguição política. A decisão atual trata de prisão preventiva e não representa uma condenação definitiva.
Em outra frente judicial, o TRE-BA autorizou por unanimidade a devolução de uma Toyota Hilux que era utilizada frequentemente por Uldurico e havia sido apreendida em uma investigação separada sobre suspeitas de corrupção eleitoral e organização criminosa. A Corte entendeu que o veículo pertence formalmente a uma empresa considerada terceira de boa-fé e que não havia elemento concreto ligando a caminhonete diretamente às possíveis infrações eleitorais. A Hilux continuará com restrição de venda, e sua entrega ainda depende da análise de eventual perícia pendente.
Politicamente, o caso atinge um personagem que já esteve próximo do Palácio de Ondina: Uldurico foi nomeado diretor da Agersa no início do governo Jerônimo e, em 2024, recebeu o apoio do governador para disputar a Prefeitura de Teixeira de Freitas.
Essa relação política documentada, porém, não significa que Jerônimo tenha participação ou responsabilidade nas acusações investigadas.
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