Deputado afirma que “Lula e Jaques Wagner são sócios do Banco Master”; Cronologia completa desde Rui Costa / Credcesta até maior roubalheira da história do Brasil

IA / Montagem TVS1

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) publicou um vídeo onde reconstrói a trajetória que, segundo ele, conecta decisões tomadas por governos do PT na Bahia à expansão do negócio que posteriormente se tornou uma das engrenagens do Banco Master.

“Lula é sócio do Banco Master e eu tenho como provar”, afirma Kim na abertura, usando a palavra “sócio” em sentido político já que não há registro apresentado pelo deputado de participação societária formal do presidente no banco.

Assista ao vídeo > https://x.com/KimKataguiri/status/2091277293586882907/video/1?s=48&utm_source=chatgpt.com

A parte histórica inicial da cronologia, porém, encontra respaldo em documentos oficiais: o Credicesta completou dez anos em 2009, quando o próprio governo baiano informava que o cartão já atendia mais de 97 mil pessoas e era usado nas 290 lojas da Cesta do Povo.

Em 2014, a Lei Estadual nº 13.204 autorizou expressamente a alienação da participação do Estado na Empresa Baiana de Alimentos, a Ebal, e de seus ativos, bens e direitos.

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O ponto decisivo destacado por Kim acontece em 2018, já no governo Rui Costa. Depois de tentativas anteriores frustradas, a Ebal foi arrematada em 11 de abril por R$ 15 milhões pela NGV Empreendimentos e Participações; o pacote incluía o controle da estatal, 49 operações da Cesta do Povo, a marca e os direitos ligados ao Credicesta.

Apenas 16 dias depois, em 27 de abril, Rui Costa assinou os decretos estaduais 18.353 e 18.354:

O primeiro ampliou as possibilidades do programa para atividades comerciais, creditícias e financeiras.

O segundo inseriu seu operador no sistema de consignações e abriu margem própria de até 30% da remuneração líquida, com operações financeiras podendo ocupar metade desse espaço… equivalente a 15% do rendimento líquido!  

Meses depois, os direitos do Credcesta chegaram à PKL One, ligada ao círculo empresarial de Augusto Lima, que passou a negociar com o Banco Máxima, de Daniel Vorcaro.

Em dezembro de 2018, Vorcaro, Lima e outros investidores comunicaram ao Banco Central uma pretendida mudança de controle do Máxima; em fevereiro de 2019, o BC rejeitou aquele primeiro pedido por considerar insuficientemente demonstradas a origem dos recursos e a capacidade econômico-financeira dos pretendentes.

O Máxima posteriormente se transformaria no Banco Master.

A linha traçada pelo deputado chega a Brasília em 4 de dezembro de 2024. Naquela data, Lula recebeu Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto em uma reunião que não apareceu na agenda oficial da Presidência. Participaram ou foram chamados para o encontro nomes como o então ministro da Casa Civil Rui Costa, Guido Mantega, Augusto Lima, Alexandre Silveira e Gabriel Galípolo, que já havia sido aprovado para comandar o Banco Central e ainda era diretor da instituição.

Reportagens posteriores revelaram mensagens em que Vorcaro descreveu a reunião como “ótima”. O próprio Lula confirmou o encontro e afirmou que o banqueiro reclamou de uma suposta perseguição e que sua resposta foi de que não haveria posição política “pró ou contra” o Master, mas tratamento técnico pelo Banco Central.

Para Kim, a reunião fecha uma sequência que começou na Bahia: “Do cartão de supermercado até o Banco Máxima. Do Banco Máxima até o Banco Master, do Banco Master até o gabinete do Lula”.




O caso ganhou peso ainda maior em 18 de junho de 2026, quando o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, com 18 mandados de busca e apreensão em Bahia, São Paulo e Distrito Federal. O próprio Supremo informou que a PF investiga indícios de uma possível relação entre Augusto Lima, Daniel Vorcaro e Jaques Wagner, incluindo suspeita de atuação parlamentar em benefício de interesses do Master em troca de vantagens indevidas.

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Wagner nega irregularidades, afirma que nunca recebeu dinheiro do Banco Master e diz que sua relação com Vorcaro é “praticamente zero”.

O senador petista também rejeita a tese de que o escândalo tenha começado na Bahia. É justamente nesse ponto que a frase de Kim, ao tratar Lula e Wagner como “sócios” do Master, deve ser compreendida como acusação e interpretação política do deputado, e não como participação acionária comprovada. Mas a sequência documental Ebal/Credicesta → decretos de Rui Costa → Augusto Lima → Banco Máxima/Master → reunião com Lula → investigação sobre Wagner existe e hoje constitui uma das linhas mais explosivas do escândalo.




Saiba mais:

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Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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