
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizou uma declaração no mínimo desconcertante durante o lançamento de sua campanha à reeleição, neste domingo (16), no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo. Ao falar sobre confiança e lealdade, Lula afirmou: “Eu posso mentir para qualquer pessoa no mundo. Eu posso mentir para qualquer presidente do mundo”.
Na sequência, tentou estabelecer uma distinção ao dizer que não teria o direito de mentir para aqueles que confiam nele.
O contexto explica a intenção do petista, mas não apaga a escolha das palavras: um presidente da República, responsável por representar o Brasil perante outras nações, declarou em público que poderia mentir para outros chefes de Estado.
Lula pretendia discursar sobre fidelidade aos próprios apoiadores, mas acabou construindo uma frase que expõe uma contradição difícil de ignorar: para assegurar ao eleitor petista que seria leal a ele, considerou aceitável usar como contraponto a possibilidade de mentir para qualquer outra pessoa… inclusive presidentes estrangeiros.
Por que um chefe de Estado escolheria a mentira como exemplo para demonstrar sua própria lealdade?
O episódio acontece justamente quando Lula inicia a disputa por um quarto mandato presidencial e tenta colocar a comparação entre os governos do PT e seus adversários no centro da eleição.
TVS1 Notícias da Bahia, Salvador, Política e Esporte