
Aliados do descondenado Lula não esconderam o desconforto com a postura do petista ao lado do senador Jaques Wagner (PT-BA) durante agenda na Bahia. Segundo a revista Veja, auxiliares do Planalto chegaram a sugerir que Lula evitasse registros públicos e mantivesse uma “distância protocolar” do ex-líder do governo no Senado, mas o presidente fez justamente o contrário: colocou Wagner no centro da cena política e ainda o chamou de irmão.
“Nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão”, afirmou Lula, ao citar Jaques Wagner, Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, Otto Alencar e aliados históricos durante discurso na Bahia.
O gesto teve peso político porque Wagner deixou a liderança do governo no Senado depois de ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo STF e deflagrada pela Polícia Federal, que apura suspeitas relacionadas ao Banco Master. A operação cumpriu mandados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, e investiga, em tese, crimes como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Wagner nega irregularidades e afirmou, ao anunciar sua saída da liderança, que a decisão foi tomada “em comum acordo” com Lula e que sua prioridade é provar inocência.
O temor da petezada é que a imagem de Lula colado a Wagner alimente o desgaste político em plena temporada eleitoral. A tentativa era evitar que a crise envolvendo o Banco Master contaminasse a campanha de reeleição do presidente e o projeto do PT na Bahia. Lula, porém, preferiu passar o recado oposto: não abandonou o aliado de décadas, mesmo sob pressão.
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Ninguém aguenta mais esses petistas. Pelo amor de Deus.
Sequer Lula quer conversa com Wagner