
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu apresentar uma defesa objetiva do governador Jerônimo Rodrigues ao ser questionado, na sabatina do Jornal Nacional desta quinta-feira (27), sobre a escalada da violência na Bahia. A jornalista Renata Vasconcellos lembrou que o PT governa o estado há 20 anos e perguntou por que, mesmo com o partido no comando da Bahia e do país, não foram coordenadas ações eficientes de segurança.
A resposta de Lula foi reagir à pergunta: “Não seja injusto com a Bahia”.
Em vez de explicar os resultados do governo Jerônimo Rodrigues, Lula tentou diluir a responsabilidade ao afirmar que “nenhum governador do Brasil” conseguiu resolver o problema da segurança pública. O presidente falou em ampliar investimentos em inteligência, aprovar a PEC da Segurança e criar o Ministério da Segurança Pública, mas não citou uma única medida concreta da gestão baiana capaz de responder ao drama vivido pela população.
Na prática, diante da cobrança nacional, sequer Lula conseguiu defender o aliado e candidato à reeleição.
Os dados tornam a cobrança inevitável. O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que a Bahia concentra cinco das dez cidades mais violentas do país entre os municípios com mais de 100 mil habitantes: Eunápolis, a segunda colocada, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro. Em 2025, o estado registrou 5.473 mortes violentas intencionais, teve a segunda maior taxa nacional e liderou o Brasil em números absolutos.
A fala de Lula no JN expôs o tamanho da crise que Jerônimo Rodrigues ainda não conseguiu explicar aos baianos.
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