
A tensão entre Brasil e Estados Unidos ganhou novos capítulos após as decisões do governo dos Estados Unidos contra membros do Supremo Tribunal Federal e assessores e familiares de assessores do Governo Lula.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou fotos em reunião com Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, no mesmo dia em que Fernando Haddad teve seu encontro cancelado. Haddad culpou forças de extrema direita que mantêm interlocução com a Casa Branca e citou Eduardo Bolsonaro, que rebateu dizendo que “Haddad prefere culpar terceiros pela própria incompetência, enquanto Lula só fala besteira por aí e inflama a crise diplomática”.
Paralelamente, o governo americano suspendeu vistos de aliados do PT ligados ao programa Mais Médicos, atingindo familiares do ministro Alexandre Padilha, que reagiu chamando a medida de “covarde” e acusando o “clã Bolsonaro” de montar um “escritório do lobby da traição”.
O endurecimento das sanções ocorre no mesmo período em que o Departamento de Estado já havia cancelado vistos de ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes, fato anunciado pelo senador americano Marco Rubio em julho. Segundo dados oficiais, os EUA emitiram em 2023 cerca de 740 mil vistos para brasileiros, mas a decisão de revogar autorizações de figuras próximas ao governo petista expõe uma clara tensão diplomática.
Enquanto Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo intensificam a cruzada contra a extrema-esquerda brasileira, integrantes do governo Lula acusam interferência externa e perseguição política.
O episódio escancara o isolamento diplomático do Brasil sob o PT, com impacto direto na imagem do país diante da maior potência do mundo.
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