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De Geddel a Geraldinho: enquanto MDB manteve apoio a Jerônimo desde 2022, episódios envolvendo Rui Costa e Dilma Rousseff reacendem trairagem e falta de palavra

TVS1

A eleição de 2022 na Bahia nasceu de um acordo político claro: o MDB decidiu apoiar a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT), indicando Geraldo Júnior como vice-governador. A chapa venceu o segundo turno com 4,48 milhões de votos, o equivalente a 52,79% dos votos válidos, consolidando uma aliança que passou a integrar formalmente o governo estadual a partir de janeiro de 2023.

Desde então, o MDB permaneceu como um dos principais sustentáculos políticos da gestão, ocupando a vice-governadoria e mantendo apoio institucional ao governo, sem registros de rompimento público por parte do partido ou de suas principais lideranças.

Ao longo desses mais de três anos de governo, tanto o ex-ministro Geddel Vieira Lima quanto o vice-governador Geraldo Júnior reiteraram publicamente a defesa da unidade da base governista. 

Em entrevistas recentes, Geddel chegou a afirmar que o MDB “assumiu riscos” ao permanecer na aliança em momentos de tensão política dentro do próprio grupo que sustenta o governo estadual, lembrando que o partido manteve o compromisso firmado desde a eleição.




A relação entre o PT e o MDB, porém, carrega um histórico de conflitos e desconfiança que antecede o atual governo. O próprio Geddel Vieira Lima já enfrentou embates duros com lideranças petistas ao longo dos anos. Durante o período em que Rui Costa governava a Bahia, as trocas de acusações públicas foram frequentes.

Em uma delas, o petista chegou a ironizar o ex-ministro, afirmando que ele “há muito tempo não trabalhava para o povo da Bahia”, demonstrando o nível de desgaste entre os dois grupos políticos.

Aliados e ex-integrantes da base governista frequentemente lembram outro traço atribuído ao PT: a dificuldade em manter acordos políticos ao longo do tempo. Episódios nacionais e regionais reforçaram essa percepção entre partidos aliados, incluindo crises antigas entre o PT e o próprio MDB em Brasília durante o governo Dilma Rousseff.

Diante desse histórico, dirigentes emedebistas têm reforçado que, desde 2022, o MDB manteve a palavra dada ao governo da Bahia… uma postura que contrasta, segundo críticos, com a fama que o PT acumulou de tensionar alianças e priorizar seus próprios quadros históricos dentro das estruturas de poder.







Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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