
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a elevar a tensão política com Luiz Inácio Lula da Silva ao compartilhar, no domingo (9), uma publicação do deputado republicano dos Estados Unidos Carlos A. Giménez que chama o presidente brasileiro de “porco”.
A republicação ocorreu em meio à “piora” da relação entre Brasília e Buenos Aires e poucos dias depois de o governo brasileiro reduzir o nível de sua representação diplomática na Argentina após uma sequência de ataques públicos feitos por Milei contra Lula.
Na mensagem amplificada pelo argentino, Giménez atacou Lula por suas críticas ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O congressista, republicano pela Flórida, acusou o presidente brasileiro de agir sob influência do regime cubano e encerrou a publicação dizendo que os brasileiros “merecem muito mais do que esse porco”.
Milei não escreveu a ofensa, mas republicou o conteúdo em sua própria conta no X. No mesmo domingo, o presidente argentino também compartilhou outras mensagens duramente críticas ao governo brasileiro e a Lula.
A nova provocação ocorreu justamente quando o chanceler Mauro Vieira defendia uma redução das hostilidades. Em entrevista divulgada no fim de semana, o ministro das Relações Exteriores afirmou que as agressões precisavam cessar para que Brasil e Argentina retomassem o caminho de normalização das relações. O governo brasileiro já havia decidido manter seu embaixador Julio Bitelli fora de Buenos Aires e passar a relação diplomática ao nível de encarregado de negócios após novos ataques de Milei.
O confronto entre os dois presidentes se agravou desde a passagem de Milei pelo Brasil em julho. Durante um evento político em São Paulo, o argentino chamou Lula de “ladrão”, “presidiário” e “lixo socialista”, além de atacar o ministro Alexandre de Moraes.
Em 5 de agosto, fontes do governo argentino ouvidas pelo La Nación afirmaram que Milei não pretendia pedir desculpas ao presidente brasileiro.
Quatro dias depois, a série de republicações contra Lula mostrou que, pelo menos nas redes sociais, a temperatura da disputa continua longe de baixar.
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