
A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria‑Geral da União (CGU), deflagrou uma operação que investiga fraudes em licitações e possível desvio de mais de R$ 30 milhões na prefeitura de Itacaré, no sul da Bahia, sob comando do prefeito Edson Arante Santos Mendes, conhecido como “Nego de Saronga”. Mandados de busca e apreensão atingiram empresas e agentes públicos, e servidores foram afastados por suspeita de participação no esquema.
Conforme divulgado, as apurações abrangem contratos firmados entre 2018 e 2024, envolvendo serviços de engenharia e fornecimento de materiais. Além das fraudes em licitações, a vida política de Nego de Saronga é marcada por outra investigação grave: ele foi alvo do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) por suspeita de emprego-fantasma em Itabuna, quando ainda era pré-candidato.
A investigação aponta que, entre 1º de julho de 2021 e 1º de abril de 2022, ele teria recebido cerca de R$ 35,1 mil sem cumprir expediente real.
Se for condenado, ele pode enfrentar inelegibilidade… o que escancara um padrão de denúncias que levanta dúvidas sobre a lisura de sua gestão.
Com a função de chefe do governo municipal, Nego de Saronga agora enfrenta uma crise que põe em xeque a transparência da administração em Itacaré, e, por extensão, a capacidade de fiscalização dos órgãos competentes diante de cidades baianas onde contratos milionários circulam sem controle rigoroso.
A operação não descarta novas diligências e bloqueio de bens, e a sociedade local está atenta para exigir respostas.
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