
Ao citar o caso de Lídice da Mata, o senador Otto Alencar deixou explícita a pressão para que Ângelo Coronel aceite a exclusão da chapa governista sem reagir.
Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da TV Band, nesta quarta-feira (28), Otto usou o episódio de 2018 como exemplo de “comportamento esperado” de aliados quando o PT decide rifar alguém. “Lídice entendeu que o grupo era maior, que o projeto era maior, que a causa de Lula era maior e não rompeu”, afirmou, numa fala que soou como recado direto para Coronel: engula a traição, abaixe a cabeça e siga no grupo, mesmo sendo descartado.
O problema é que Otto finge esquecer que a trairagem é método, não exceção, no PT baiano. Lídice foi retirada da disputa à reeleição em 2018 para abrir espaço justamente ao Ângelo Coronel, numa articulação conduzida pelo próprio Otto, que à época alegava a força do PSD, então com mais de 100 prefeitos na Bahia.
Antes dela, Marcelo Nilo foi descartado sem cerimônia; depois, João Leão foi empurrado para fora.
Hoje, o recado é o mesmo: quem não aceita ser corno manso do PT, dando “amém” às vontades de Rui Costa, Jaques Wagner e Jerônimo Rodrigues, vira problema e é tratado como descartável.
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