
Alexandre de Moraes determinou a prisão imediata de Alexandre Ramagem após a descoberta de que o deputado havia deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos, mesmo estando proibido de viajar. Segundo a decisão, Ramagem descumpriu regras impostas pelo STF e teria viajado “de forma clandestina”, o que levou Moraes a classificá-lo como foragido. A Polícia Federal confirmou que ele embarcou para Miami e que sua situação será tratada como fuga deliberada, agravando o cenário judicial do ex-diretor da Abin.
Ao mesmo tempo, o próprio Moraes enfrenta um constrangimento internacional: os Estados Unidos revogaram o visto dele e aplicaram a Lei Global Magnitsky, que é usada contra autoridades acusadas de violações graves, como prisões arbitrárias e perseguição política. O governo americano passou a considerar Moraes uma figura hostil, e fontes ligadas à diplomacia afirmam que “o caso não deve render”, porque Washington o vê como um dos principais inimigos das liberdades civis na América Latina.
Essa coincidência, Ramagem preso por Moraes enquanto Moraes é enquadrado pelos EUA; amplificou a crise política.
O episódio expõe uma disputa que vai muito além de Brasília: de um lado, a reação dura do STF contra aliados do bolsonarismo; do outro, a pressão internacional que recai sobre um ministro acusado de ultrapassar limites. Para o eleitor de direita, especialmente aqui na Bahia, o caso reforça a percepção de um país desgovernado, com instabilidade jurídica e um governo incapaz de garantir equilíbrio entre justiça e democracia.
É mais um capítulo quente da crise que atinge o PT, o Judiciário e as relações com os EUA.
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