
O descondenado petista Lula foi até a Ilha de Vera Cruz, ao lado de Jerônimo Rodrigues, para participar do ato simbólico de cravação da primeira estaca da Ponte Salvador – Ilha de Itaparica, obra vendida pelo Governo da Bahia como marco oficial do início da construção de um projeto estimado em R$ 11,6 bilhões, com 12,4 quilômetros sobre a Baía de Todos-os-Santos e promessa de reduzir distâncias para cerca de 250 municípios baianos.
O problema, para quem viu as imagens e acompanha a novela da ponte há anos, é que o ato teve mais cara de foto política do que de obra acelerada: canteiro ainda no começo, estrutura provisória, discurso curto e uma aposta pesada na frase de impacto de que “a ponte chegou”, justamente às vésperas das restrições eleitorais que passaram a valer em 4 de julho e limitam publicidade institucional e presença de candidatos em inaugurações de obras públicas.
A cobrança cresce porque a Bahia já conhece bem esse roteiro de promessa grande, cerimônia bonita e entrega que demora a sair do papel. Em 2023, Luiz Inácio Lula da Silva e Jerônimo Rodrigues também participaram, em Ilhéus, de ato ligado à Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a Fiol, tratada como peça-chave para ligar produção, ferrovia e Porto Sul. À época, o lote 1F tinha 127 quilômetros e previsão de conclusão para 2026, enquanto documentos oficiais anteriores já falavam em operação da Fiol 1 em 2026 com expectativa de transportar 18,4 milhões de toneladas de carga.
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