
Em entrevista recente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos pode fortalecer o cenário político conservador no Brasil e ajudar seu pai, Jair Bolsonaro, a retomar o protagonismo em 2026. Segundo Eduardo, a vitória de Trump, aliada à maioria republicana no Senado e ao fortalecimento da Suprema Corte americana, cria um ambiente de pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades brasileiras, especialmente na questão da liberdade de expressão.
Eduardo avalia que o novo cenário nos EUA poderá “deixar a Suprema Corte menos confortável para fazer perseguições” e abrir espaço para questionamentos sobre a inelegibilidade do ex-presidente, atualmente afastado da corrida eleitoral até 2030.
O deputado acredita que a influência americana pode pesar nas decisões internas, considerando que o retorno de Trump após processos e acusações inspira uma possível volta de Bolsonaro.
Além disso, Eduardo Bolsonaro citou o projeto de lei apresentado por congressistas republicanos nos EUA que visa proibir a entrada de estrangeiros que tenham violado a liberdade de expressão de cidadãos americanos. Segundo o deputado, o projeto, que ganha força com o novo Senado de maioria republicana, poderia impactar autoridades brasileiras que estiveram envolvidas em bloqueios de contas de redes sociais ou censura de conteúdo, especialmente em casos envolvendo figuras conservadoras.
Eduardo apontou que a proposta teria como alvo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, devido a ações recentes, como a suspensão de perfis de brasileiros no X (antigo Twitter) e tensões com o CEO da rede, Elon Musk. O deputado acredita que o projeto pode trazer repercussões diretas para o Brasil, alimentando uma pressão adicional sobre o STF e outras autoridades nacionais.
Ao falar sobre a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, Eduardo também fez questão de traçar um paralelo entre as trajetórias de Trump e de seu pai, afirmando que ambos enfrentaram reveses semelhantes, incluindo processos judiciais e acusações de abuso de poder. Ele destacou que, assim como Trump superou acusações para retornar ao cenário político, Bolsonaro também pode ser reabilitado e se tornar uma opção viável para 2026.
Eduardo argumenta que, se o processo de Lula foi revertido, o mesmo poderia ocorrer com Bolsonaro, apontando que as condenações atuais são “exageradas” e visam apenas desmobilizar a direita no país. Para o deputado, o projeto de anistia discutido no Congresso para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro também faz parte desse movimento de revalorização da direita no Brasil, reforçando a ideia de que o país pode ver em breve uma nova fase de polarização política, com Jair Bolsonaro voltando ao cenário central.
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