
O Brasil alcançou em 2025 o maior número de feminicídios desde o início da série histórica: 1.571 mulheres foram assassinadas em crimes motivados por violência doméstica, familiar ou desprezo à condição feminina. O total cresceu 4% em relação às 1.504 vítimas de 2024 e corresponde a uma taxa de 1,4 caso para cada 100 mil mulheres.
O recorde aconteceu no terceiro ano do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi o quarto resultado anual consecutivo de alta, numa sequência iniciada ainda em 2022. Portanto, é correto afirmar que o maior número de feminicídios da história foi registrado sob Lula.
O cenário fica ainda mais pesado quando são observados os crimes que antecedem a morte. Outras 4.189 mulheres sobreviveram a tentativas de feminicídio em 2025, alta de 5,9%, o equivalente a quase três tentativas para cada assassinato consumado.
O Brasil também registrou 132.025 casos de descumprimento de medidas protetivas, crescimento de 16,7%. Entre os 18 estados que entregaram informações completas, ao menos 70 mulheres foram mortas mesmo estando formalmente protegidas por decisões judiciais. Companheiros e ex-companheiros apareceram como autores de 79,8% dos feminicídios, enquanto 65,1% das vítimas eram negras.
O recorde não permite concluir, por si só, que Lula tenha provocado diretamente o aumento, porque a prevenção e a investigação desses crimes envolvem União, estados, polícias, Judiciário e redes municipais de proteção.
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