
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) abriu uma crise dentro da própria direita ao criticar a postura de Jair Bolsonaro depois da derrota para Lula em 2022, quando o petista venceu o segundo turno com 50,90% dos votos válidos, segundo a totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Em entrevista ao Quintow Podcast, o parlamentar disse que Bolsonaro deveria ter reconhecido o resultado e mandado os apoiadores voltarem para casa, afirmando que ele “não podia ter feito aquilo” e que, se tivesse agido diferente, “talvez hoje não estivesse preso”.
A fala caiu como bomba porque veio de um aliado histórico do bolsonarismo e reacendeu a discussão sobre os atos de 8 de janeiro e o silêncio do ex-presidente no fim daquele ano.
A reação da família Bolsonaro foi imediata e pesada. Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú, chamou a fala de “canalhice” e acusou Zé Trovão de ser “aproveitador”.
Eduardo Bolsonaro também foi para as redes e lembrou o período em que o deputado ficou no México, em 2021, enquanto era alvo de mandado de prisão, dizendo que ele acabou se elegendo pelo partido de Bolsonaro para depois chamar o ex-presidente de “covarde”.
O episódio virou fogo amigo em praça pública, com aliados trocando acusações e a crise ganhando força nas redes sociais.
Depois da repercussão, Zé Trovão recuou, disse que sua fala foi tirada de contexto e negou ter chamado Bolsonaro diretamente de covarde. Em vídeo, afirmou que jamais faria isso com o ex-presidente, a quem chamou de homem honrado, e reforçou que sua crítica era ao silêncio depois da eleição. Mesmo assim, o estrago Já estava feito.
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