
O julgamento de Jair Bolsonaro e sete aliados começou na Primeira Turma do STF nesta terça-feira (2), às 9h, em sessões marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. O ex-presidente responde a acusações graves como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, abolição violenta do Estado de Direito e crimes contra o patrimônio, atribuídas à trama conhecida como “Punhal Verde e Amarelo”, elaborada para supostamente impedir a posse do descondenado petista Lula.
O ex-presidente chegou abalado ao julgamento – Na véspera, recebeu visita da senadora Damares Alves e do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, enquanto buscava apoio e se resguardava.
Durante o voo para Brasília, o ministro Flávio Dino foi alvo de hostilidade por passageiros que o chamaram de “lixo”, um clima de tensão que escancara a polarização no país.
As defesas apostam que pode haver unificação de crimes com penas sobrepostas, o que permitiria amenizar as condenações, se ocorrerem.
Para muitos juristas ouvidos pela mídia, há falhas procedimentais e suspeita de falta de isonomia: argumentam que casos semelhantes, como invasões do MST que jamais foram analisados num STF, mostram que o ex‑presidente deveria ter sido julgado em primeira instância, não diretamente na cúpula da Corte.
Oficialmente, são esperados até 40 anos de pena, caso condenado em todos os crimes. Só de tentativa de golpe, a punição pode chegar a 12 ano. A votação será feita por cinco ministros; caso haja condenação, a defesa poderá recorrer ao plenário via embargos infringentes ou outros recursos como habeas corpus.
Estatísticas oficiais em números:
Início do julgamento: 2 de setembro de 2025
Sessões agendadas: 5 (2, 3, 9, 10 e 12 de setembro).
Número de réus: 8 (incluindo Bolsonaro e forças militares).
Possível pena total: até 40 anos no máximo, sendo até 12 apenas por tentativa de golpe.
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