
A defesa do senador Jaques Wagner foi ao Supremo Tribunal Federal pedir a anulação da decisão que autorizou busca e apreensão da Polícia Federal na residência do parlamentar, durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero. O recurso foi apresentado ao ministro André Mendonça, relator do caso, e sustenta que a medida teria sido baseada em “erros graves” e premissas equivocadas.
No centro da discussão está a investigação sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A defesa de Jaques Wagner afirma que o senador nunca atuou no Congresso para favorecer o banco e cita como argumento uma emenda apresentada por ele à MP 1106/2022, que, segundo os advogados, propunha limitar juros e ampliar a proteção aos consumidores.
O caso pesa politicamente porque Jaques Wagner é líder do governo Lula no Senado e um dos principais nomes do PT na Bahia.
A operação da Polícia Federal já havia colocado o petista no centro de uma crise nacional, e agora a tentativa de anular a busca abre uma nova frente de desgaste: de um lado, a defesa tenta derrubar a validade da medida; do outro, a investigação segue sob forte cobrança pública por explicações claras sobre o que foi apreendido e o que realmente liga o senador ao caso.
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