
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. A medida também atingiu Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação, e aprofunda uma das mais graves crises recentes envolvendo integrantes do STF e órgãos de investigação.
Na decisão, Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” por mais de 30 dias. Segundo o ministro, relatórios de inteligência teriam reunido informações sobre sua atuação e sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias, sem base legal e sem a confiabilidade necessária para sustentar providências oficiais.
O ministro classificou os documentos como apócrifos e questionou a utilização do material em procedimentos ligados ao Supremo.
Mendonça também determinou que a Corregedoria da PF abra apurações criminais e administrativas para esclarecer quem produziu, compartilhou e utilizou os relatórios.
Além dos afastamentos, a decisão suspende a elaboração ou o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados à análise de atos praticados no exercício da função jurisdicional, da advocacia pública ou da polícia judiciária. Para Mendonça, a medida busca impedir constrangimentos ilegais, proteger investigações em andamento e preservar a credibilidade institucional.
O caso ganhou dimensão nacional porque envolve o comando da Polícia Federal, ministros do STF, a AGU e investigações de grande repercussão, entre elas apurações relacionadas ao Banco Master e ao INSS.
A decisão de Mendonça será analisada pela Segunda Turma do Supremo, em meio à escalada da tensão institucional em Brasília.
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