
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal e o caso Banco Master se consolidou como um dos assuntos de maior repercussão do país nesta quarta-feira (9). O novo capítulo veio após a Advocacia-Geral da União pedir ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a suspensão da decisão que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
O afastamento havia sido determinado pelo ministro André Mendonça no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master. A decisão também atingiu o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, e provocou forte reação dentro da corporação, em Brasília.
A AGU sustenta que a medida gera impacto na ordem pública e administrativa e interfere nas atribuições do presidente da República. Fachin deu prazo para manifestação de Mendonça antes de analisar o pedido, enquanto a crise institucional ganha novas camadas e alimenta o debate político nacional.
O episódio ocorre em um momento de disputa eleitoral acirrada e aumenta a pressão sobre o governo Lula. Além do desgaste provocado pelas revelações em torno do Banco Master, o Planalto agora enfrenta uma tensão aberta entre integrantes do Judiciário e a cúpula da Polícia Federal.
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