
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, interveio nesta quarta-feira (9) na crise que passou a expor divergências internas na Corte. Fachin retirou Alexandre de Moraes da condução de questão ligada ao inquérito das fake news e suspendeu decisões conflitantes de Flávio Dino e André Mendonça sobre a chefia da Polícia Federal.
A disputa ganhou força após Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Pouco depois, Dino suspendeu a decisão e determinou o retorno dos dois aos cargos, abrindo uma rara guerra de decisões entre ministros do mesmo tribunal.
Ao assumir o controle do caso, Fachin manteve Andrei Rodrigues na direção da PF e classificou o cenário provocado pelas decisões divergentes como uma situação de “grave lesão à ordem pública”.
O presidente da Corte também determinou que procedimentos contra integrantes do STF passem por análise prévia da Presidência.
A intervenção de Fachin ocorre no momento em que o caso Banco Master pressiona o Supremo e amplia a cobrança por esclarecimentos sobre as relações reveladas nas investigações. A sessão extraordinária marcada para o dia 15 deve ser decisiva para medir o tamanho da crise e os próximos passos da Corte.
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