
A Cedae, Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, é uma empresa de economia mista controlada pelo governo fluminense e historicamente ligada ao abastecimento de água, esgoto e saneamento no estado. Depois da concessão dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário em 2021, a estatal passou a concentrar seus esforços principalmente na captação e no tratamento de água, o que torna ainda mais sensível qualquer decisão envolvendo aplicações financeiras milionárias feitas com recursos da companhia.
É nesse contexto que o caso Banco Master ganhou força. Uma auditoria interna apontou que a Cedae aplicou R$ 237 milhões no Banco Master mesmo após restrições técnicas terem sido identificadas, com possível prejuízo estimado em R$ 222 milhões.
Os documentos também indicam que regras internas teriam sido alteradas depois das primeiras tratativas para permitir os aportes, levantando dúvidas sobre quem autorizou, quem articulou e por que uma estatal estratégica aceitou correr tamanho risco financeiro.
A Veja informou ainda que a auditoria menciona uma possível “articulação governamental” e relaciona a movimentação a um jantar em Nova York, em 12 de maio de 2023, entre o então governador Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com conta superior a R$ 60 mil paga por Vorcaro.
Castro nega interferência nos investimentos da Cedae, mas o caso cresce porque mistura dinheiro público, estatal de saneamento, banco sob suspeita, auditoria interna e decisões tomadas longe dos olhos da população.
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