
A megaoperação contra o PCC deflagrada nesta semana revelou o tamanho da estrutura criminosa que movimentava bilhões no Brasil. Segundo a Polícia Federal, foram 141 carros apreendidos, 192 imóveis sequestrados e R$ 1,2 bilhão bloqueado em contas ligadas à facção. As investigações apontam que o grupo atuava em diversos setores, inclusive em um esquema milionário de combustíveis na Bahia, São Paulo e Paraná, usando empresas de fachada e notas frias para lavar dinheiro.
Em conversas interceptadas, criminosos chegaram a ironizar o tamanho do esquema: “precisa ver como sonegar isso”.
Os números assustam e mostram que o PCC não atua apenas no tráfico de drogas, mas também em negócios legais como postos e distribuidoras, movimentando cifras que superam orçamentos de pequenas cidades brasileiras.
Só em Salvador, a polícia identificou ramificações ligadas ao esquema de combustíveis, com empresários suspeitos de dar cobertura às transações.
A operação contou com mais de 800 agentes em 11 estados e é considerada a maior ofensiva já feita contra as finanças da facção. Agora, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal tentam mapear os próximos passos dos líderes para evitar que o dinheiro desviado volte a circular.
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(Com informações da Folha de São Paulo, A Tarde e Correio)
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