
A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro por suspeita de tentar obstruir julgamentos no Supremo Tribunal Federal, num inquérito que também cita apoio de aliados para “burlar restrições do STF”. Segundo a PF, o ex-presidente chegou a preparar um pedido de asilo ao presidente argentino Javier Milei, mas a defesa afirma que ele descartou a fuga.
O advogado Fábio Wajngarten confirmou que houve discussões internas, mas disse que Bolsonaro “jamais pediu ou cogitou sair do país”.
Alexandre de Moraes deu 48 horas para que a defesa do ex-presidente esclareça o episódio.
O caso ganhou mais polêmica com a citação de líderes religiosos e políticos. Silas Malafaia chamou Moraes de “criminoso” e negou ter orientado Bolsonaro em qualquer movimento de resistência, afirmando que “vai ter que me prender para me calar”. Já Eduardo Bolsonaro reagiu dizendo que a investigação é “perseguição” e criticou a PF. Além disso, documentos revelam que advogados de Bolsonaro teriam atuado em parceria com a defesa de Donald Trump para atacar decisões do Supremo.
Esses desdobramentos mostram a escalada do embate entre Bolsonaro e o STF, que se arrasta desde 2021. Enquanto a oposição denuncia um “abuso de autoridade”, o governo e aliados de Moraes falam em “ameaça real à democracia”.
A repercussão internacional também preocupa: segundo o Itamaraty, pelo menos três embaixadas já pediram informações sobre os processos envolvendo o ex-presidente.
(Com informações da CNN, Folha de São Paulo, Metropoles e Estadão)
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