
O clima pesou para Jaques Wagner (PT) em Camaçari. Durante a inauguração da nova Policlínica Regional, na terça-feira (30), o senador foi questionado pelo Mais Região sobre a informação de que teria procurado o ministro André Mendonça, do STF, dias antes da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Primeiro, respondeu: “Eu não falo sobre isso”. Depois, ao ser perguntado diretamente se havia procurado o ministro, negou com um seco “não”.
Na sequência, Wagner deixou o evento e não participou da coletiva concedida pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo ministro Rui Costa.
A pressão sobre Wagner aumentou depois que a 9ª fase da Operação Compliance Zero colocou o líder do governo Lula no Senado entre os alvos do caso Banco Master. A PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, com autorização do ministro André Mendonça. Segundo a investigação, os fatos apurados podem configurar, em tese, crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A CNN também informou que Mendonça proibiu Wagner de manter interlocução ou atuar em favor de empresas e pessoas ligadas ao antigo Banco Master enquanto a apuração segue em andamento.
Nos endereços ligados ao senador, a Polícia Federal encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros, cerca de R$ 471 mil, segundo a Folha. A investigação também cita suspeitas envolvendo pagamentos a empresa ligada ao entorno familiar de Wagner, suposta negociação de apartamento de alto padrão em Salvador, viagens em jatinhos e ingressos para shows internacionais.
A defesa do senador afirma que ele não é réu, não foi denunciado, nega atuação em favor do Banco Master e diz que o dinheiro apreendido seria fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões oficiais.
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