
A Polícia Federal afirmou que o senador Jaques Wagner articulou uma reunião “protegida” e “discreta” em seu gabinete no Senado entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A informação aparece no relatório da investigação que apura a relação do parlamentar baiano com pessoas ligadas ao Banco Master.
Segundo a PF, mensagens extraídas do celular de Augusto Lima revelaram tratativas para encontros com Wagner no gabinete parlamentar. O relatório afirma que um desses compromissos teria contado com a participação de “Messias”, apontado pelos investigadores como uma possível referência ao chefe da Advocacia-Geral da União.
O documento registra que, em 28 de abril de 2024, Augusto Lima avisou a Wagner que já estava em Brasília. No dia seguinte, os dois mantiveram chamadas de voz, incluindo uma conversa de 5 minutos e 42 segundos e outra de 1 minuto e 9 segundos. Posteriormente, Wagner teria enviado um áudio ao empresário após uma tentativa de ligação.
A PF busca esclarecer o objetivo da aproximação, os assuntos eventualmente tratados e se agentes públicos foram acionados para atender interesses relacionados ao Banco Master. O uso do gabinete e a descrição do encontro como reservado ganharam peso na investigação por envolverem o então líder do governo Lula no Senado, o advogado-geral da União e um empresário ligado a Daniel Vorcaro.
Jaques Wagner declarou que provará sua inocência, mas, seguindo orientação jurídica, evitou comentar diretamente as acusações.
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