
Mesmo governando a Bahia e comandando a estrutura política mais poderosa do estado, Jerônimo Rodrigues ainda não assumiu sozinho o centro de sua campanha pela reeleição. O petista anunciou inicialmente sua convenção para 1º de agosto, mas declarou que aceita transferir o evento para os dias 2, 3, 4 ou 5 apenas para garantir a presença de Lula.
Jerônimo telefonou ao presidente e chegou a pedir publicamente que Edinho Silva, líder nacional do PT, reforçasse o convite.
A mudança é permitida pelo calendário eleitoral, que estabelece o período de 20 de julho a 5 de agosto para as convenções, mas oferece à oposição um contraste político poderoso: enquanto o governador espera a agenda de Brasília para definir sua própria largada, ACM Neto marcou sua convenção para esta quarta-feira (22), no Centro de Convenções de Salvador, apresentando-se como o condutor direto de seu projeto eleitoral.
A dependência do principal cabo eleitoral do PT ganha ainda mais peso diante do atual cenário das pesquisas. No levantamento Paraná Pesquisas divulgado em 1º de julho, ACM Neto apareceu com 49,2% das intenções de voto, contra 37,5% de Jerônimo, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
O retrato mais recente mostra que ACM Neto possui uma possibilidade concreta de encerrar nas urnas o ciclo petista iniciado com Jaques Wagner em 2007. O ponto vulnerável de Jerônimo não precisa ser descrito como falta comprovada de capacidade ou talento, mas como dificuldade de transformar o poder institucional do cargo em liderança eleitoral própria: mesmo governador, ele continua dependendo da imagem, do discurso e da presença física de Lula para tentar mobilizar sua base.
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Esse dai é um incompetente