
A orla de Lauro de Freitas poderá ganhar um espaço permanente dedicado à observação de baleias-jubarte, pesquisa e educação ambiental. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), iniciou estudos de viabilidade em parceria com o Projeto Baleia Jubarte. Na quarta-feira (16), técnicos do município participaram de uma expedição embarcada em Salvador para conhecer de perto a operação de monitoramento dos animais e discutir como uma estrutura semelhante poderia funcionar no litoral laurofreitense. A implantação, porém, ainda está em fase de estudos e não possui prazo anunciado.
A proposta vai além de criar um ponto para contemplação das jubartes. O projeto em análise prevê um espaço voltado também para pesquisa, conservação dos ecossistemas costeiros, atividades com estudantes e conscientização sobre a vida marinha. Segundo a geógrafa da SEMMA Márcia Dantas, os registros frequentes dos animais na costa de Lauro de Freitas reforçam o potencial da cidade para desenvolver ações ligadas à chamada Cultura Oceânica. A iniciativa ampliaria uma agenda ambiental que já inclui projetos de recuperação do manguezal e debates sobre a revitalização do Rio Joanes.
O coordenador do Projeto Baleia Jubarte em Salvador, Gustavo Rodamilans, afirmou que a instituição pretende avançar em uma parceria com o município a partir do próximo ano, envolvendo educação ambiental, conscientização e observação das baleias. Criado em 1988, o Projeto Baleia Jubarte atua em pesquisa, educação e políticas de conservação e mantém bases em diferentes pontos da costa brasileira, incluindo Praia do Forte, Itacaré e Caravelas, na Bahia.
A organização também desenvolve cruzeiros científicos e ações de monitoramento durante o período reprodutivo das jubartes.
A movimentação acontece justamente durante a temporada em que as gigantes do mar voltam a chamar atenção no litoral baiano. Salvador já possui um ponto fixo de observação no Farol da Barra, aberto nesta temporada numa parceria envolvendo o Projeto Baleia Jubarte, criando uma referência próxima para o modelo que Lauro de Freitas agora começa a estudar. Caso avance, o observatório poderá aproximar moradores, estudantes e visitantes da biodiversidade encontrada a poucos quilômetros da faixa de areia. Porque, aparentemente, a natureza resolveu colocar animais de dezenas de toneladas diante da nossa costa para ver se finalmente prestamos atenção.
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