
Em entrevista ao Clarin, maior jornal da Argentina, o juiz federal Sérgio Moro analisou desempenho, histórico e desenvolvimento da Operação Lava Jato.
Segundo o magistrado houve momentos de tensão durante a Lava Jato, principalmente no início, em 2014 nas primeiras prisões preventivas logo depois anuladas pelo Supremo Tribunal “contra profissionais da lavagem de dinheiro, trafico de drogas e principalmente o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, quem ainda está preso. Logo depois de explicar melhor o caso, o STF voltou atrás com a decisão”.
As prisões preventivas e delações foi o ponto central da entrevista. Segundo Moro “direitos tem que ser respeitador, claro. O processo penal foi pensado e repensado para evitar a condenação de inocentes. Mesmo assim existem pessoas políticas ou poderosas economicamente que se valem do sistema para ficar impunes”.
“A Lei deve proteger ao acusado, seja culpado ou não, porém o sistema deve permitir uma resposta institucional aos delitos. Tanto no Brasil quando na Argentina tiveram o mesmo problema, na Ditadura Militar, o processo judicial foi utilizado como instrumento de opressão contra as liberdades fundamentais. Na volta da democracia se estabeleceram garantias para que isto não mais viesse acontecer. A corrupção, hoje, é um atentado à democracia ainda mais quando pessoas em quem o povo confiou com um cargo político cria uma organização criminosa que institucionalizou a corrupção, traindo a confiança do povo com o único objetivo de se enriquecer ilicitamente”, finaliza o Juiz.
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