PF pede terceiro inquérito sobre Lulinha enquanto Roberta Luchsinger acumula 42 visitas a órgãos do governo Lula

Montagem TVS1

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova solicitação amplia a pressão sobre o empresário e chega poucos dias depois de o ministro André Mendonça autorizar o aprofundamento de outra investigação relacionada a possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção.

O novo pedido ainda deverá ser distribuído a um ministro do STF, que decidirá sobre a abertura formal da apuração.

Lulinha já aparece em outras frentes investigativas da PF. Uma delas apura se ele teria atuado para favorecer interesses empresariais em negócios relacionados à Dataprev. Outra envolve negociações no setor de cannabis medicinal e possíveis contatos com integrantes do governo federal. Os investigadores buscam esclarecer se a proximidade do filho do presidente com agentes públicos teria sido utilizada para abrir portas dentro da administração.

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade, afirma que não há provas contra ele e critica a abertura sucessiva de investigações.




No centro das apurações também está a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Levantamento baseado em registros obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostrou que ela realizou 42 visitas a órgãos do governo federal entre o início de 2023 e abril de 2024. Apenas uma teria aparecido nas agendas oficiais. Foram 17 passagens pelo Ministério do Desenvolvimento Social, além de visitas ao Ministério da Saúde, ao Palácio do Planalto e ao BNDES.

Em algumas ocasiões, Roberta esteve acompanhada por empresários interessados em contratos públicos, sistemas tecnológicos e autorizações governamentais.

A PF também investiga pagamentos de R$ 1,5 milhão feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, à empresa de Roberta Luchsinger. Mensagens apreendidas fazem referência a um repasse de R$ 300 mil “para o filho do rapaz”, expressão que os investigadores tentam esclarecer. As defesas negam que Lulinha tenha recebido recursos e sustentam que Roberta exerceu atividade profissional regular, com contratos formalizados.

O governo federal afirma que os encontros citados não resultaram em decisões administrativas, contratos ou mudanças regulatórias. As suspeitas ainda estão sob investigação, e não há condenação contra Lulinha ou Roberta Luchsinger nesses casos.







Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

Leia também!

Romário, salário de Romário, penhora no Senado, Romário CazéTV, dívida de Romário

Romário perde recurso contra penhora de 30% do salário no Senado e tenta impedir bloqueio de valores que receberá da CazéTV.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *