Presidente do PT defende investigação de Lulinha após mensagens e joias envolvendo círculo íntimo de Lula

IA

A pressão política em torno de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ganhou um novo capítulo após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, defender publicamente que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, sejam investigados.

A manifestação ocorreu na segunda-feira (17), justamente quando novas informações sobre mensagens em poder da Polícia Federal vieram à tona. Edinho afirmou que ambos devem ter amplo direito de defesa, mas precisam ser investigados “como qualquer cidadão brasileiro”.

Entre os elementos revelados está uma conversa na qual Lulinha orienta a empresária Roberta Luchsinger a emitir uma nota fiscal para cobrar Cleber Ribas, sócio da 3Structure IT. “Emite a NF pro Cleber”, escreveu Lulinha, segundo mensagens divulgadas pelo Metrópoles e atribuídas ao material em posse da PF. A reportagem afirma que empresas ligadas a Ribas obtiveram mais de R$ 80 milhões em contratos com o governo federal e que o empresário é investigado no mesmo inquérito que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho do presidente.

O Metrópoles também informou que Ribas teria pago ao menos R$ 150 mil a Roberta por serviços descritos como “prospecção de clientes”.

Outro elemento passou a atingir diretamente Marcola. Diálogos obtidos pela PF, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, indicam que Roberta comprou joias de diamantes avaliadas em cerca de R$ 9 mil destinadas a familiares do então chefe de gabinete de Lula, como presente de Dia das Mães de 2024.

Segundo a Folha, Marcola participou da escolha das peças por meio de imagens trocadas com a empresária. A defesa dele afirma que a despesa fazia parte de um empréstimo contraído com Roberta, posteriormente quitado, e sustenta que não houve ilegalidade no exercício de sua função.

Diante do avanço do caso, Edinho Silva afirmou que Lula quer a apuração das denúncias e que Lulinha e Marcola devem ter a oportunidade de provar sua inocência.




A defesa de Lulinha, por sua vez, passou a questionar a autenticidade e a cadeia de custódia das mensagens divulgadas, além de reclamar de supostos vazamentos seletivos antes de ter acesso integral ao material. Os inquéritos envolvendo o filho do presidente tiveram abertura autorizada por ministros do STF e tramitam sob sigilo.

Lula já declarou anteriormente que o filho não deve receber privilégios e que, caso seja comprovada alguma irregularidade, deverá responder como qualquer cidadão.







Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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