
Em menos de 48 horas, Santiago Peña deixou a Presidência do Paraguai, foi destituído pelo Senado e acabou colocado em prisão domiciliar. A crise que derrubou o ex-presidente começou após a intervenção no Ueno Bank, instituição cuja paralisação bloqueou o acesso de milhões de clientes aos próprios recursos.
O Senado aprovou o impeachment por 44 votos, abrindo caminho para que o então vice-presidente Pedro Alliana assumisse o governo até o fim do mandato, em 2028. Peña havia anunciado que renunciaria, mas parlamentares optaram por concluir o processo de destituição, decisão que o deixou sujeito à investigação criminal.
Após a votação, o Ministério Público determinou a prisão de Peña. Ele ficou em casa, sob monitoramento policial, enquanto os investigadores analisam as suspeitas relacionadas à crise financeira.
As acusações ainda estavam sendo definidas, e Peña nega ter cometido irregularidades.
Para o Brasil, analistas veem risco limitado de contágio direto ao sistema bancário, mas uma crise prolongada pode afetar comércio, crédito e investimentos entre os dois países. De janeiro a setembro de 2026, a corrente de comércio entre Brasil e Paraguai somou US$ 5,84 bilhões, segundo levantamento citado pela CNN Brasil.
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