
Ex-governador da Bahia e principal representante da extrema-esquerda no nordeste na época, Rui Costa sustenta que não participou de tratativas irregulares na compra de 300 respiradores que foram pagos pelo Consórcio Nordeste, mas nunca entregues pela Hempcare. O ex-governador afirma que jamais negociou com intermediários ou representantes informais e que sua gestão observou a legislação durante a emergência da Covid-19.
Em manifestação pública, declarou que o consórcio foi vítima de pessoas desonestas e resumiu sua versão afirmando: “Nós fomos roubados em um momento de desespero para conseguir respiradores”.
Outro ponto usado por Rui é que o próprio Governo da Bahia teria tomado a iniciativa de comunicar o caso e pedir investigação depois que os equipamentos não chegaram. Segundo ele, a Secretaria da Segurança Pública foi acionada e os responsáveis acabaram presos semanas depois. Rui também contesta a versão apresentada pela empresária Cristiana Taddeo, dona da Hempcare, e afirma que não há indício de benefício pessoal, participação em comissão ou contato dele com os intermediários mencionados nas investigações.
A defesa também cita a decisão do Tribunal de Contas da União, que em janeiro de 2025 afastou a responsabilidade de Rui Costa e arquivou o processo contra ele e Carlos Gabas por cinco votos a dois. O TCU, entretanto, criticou a ausência de cautelas no pagamento antecipado e determinou uma tomada de contas contra a Hempcare para tentar recuperar o prejuízo. O caso criminal segue em discussão sobre competência judicial e voltou ao STF após pedido da Procuradoria-Geral da República.
Rui não foi condenado e mantém a versão de que foi vítima da fraude, enquanto as investigações tentam definir responsabilidades pela contratação e pelo desaparecimento dos R$ 48,7 milhões.
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Cadê a grana dos respiradores, Rui Costa? Cadê? Ninguém preso. Um absurdo.