O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), reagiu nesta quarta-feira (10) à reportagem que reproduziu alegações atribuídas a uma suposta proposta de colaboração do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em coletiva de imprensa antes de seguir para Feira de Santana, Neto classificou a publicação como “crime eleitoral”, disse que as informações são “completamente mentirosas” e afirmou que o caso ocorre a 24 dias da eleição com a intenção de interferir na decisão do eleitor baiano.
A reportagem publicada nesta quarta atribuiu a Vorcaro a alegação de que ACM Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, teriam recebido comissões por investimentos de institutos de previdência no Banco Master. A proposta de colaboração, conforme já divulgado, não foi homologada.
Neto contestou a autenticidade e a própria existência do conteúdo apresentado, classificando o material como apócrifo.
“Isso se trata de um crime eleitoral. Primeiro, as notícias que estão ali são completamente mentirosas, é uma peça de ficção, não há nenhum respaldo com a realidade”, declarou o ex-prefeito de Salvador. “Acontece há 24 dias da eleição, após uma sucessão de notícias e documentos apócrifos.”
“Agora falam de uma suposta delação, que ninguém sabe se, de fato, essa conversa aconteceu, porque não há qualquer confirmação em relação à autenticidade. E, como o conteúdo é tão absurdo, tão fantasioso, eu até me questiono se isso aconteceu”, afirmou.
A principal negativa do candidato foi direcionada ao ponto da reportagem que envolve institutos de previdência.
“Eu nunca tive relação com nenhum instituto de previdência no Brasil. Não tive relação com nenhum instituto de previdência no Brasil, portanto, isso já desmonta completamente o conteúdo principal da matéria”.
O candidato afirmou que a disputa pelo governo não pode ser tratada como um ambiente de “vale tudo”.
“Na minha cabeça, não vale tudo. Não vale criar história, não vale inventar história. E não vale, principalmente, apontar o dedo para as pessoas fazendo acusações que são completamente absurdas”.
Neto também relembrou que, em março deste ano, colocou-se à disposição da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal para prestar esclarecimentos sobre as relações profissionais citadas no caso Master. Segundo ele, os serviços foram prestados quando não exercia função pública e seguiram os procedimentos formais.
“Todos esses serviços foram prestados da maneira mais transparente e oficial possível, com contrato, com nota fiscal, com imposto recolhido e com serviço prestado”, afirmou. “Eu me coloquei à disposição da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, para prestar qualquer esclarecimento. E eu mantenho essa determinação de estar à disposição.”
Questionado se algum órgão de investigação ou de Justiça o procurou desde então, ACM Neto respondeu de forma direta: “Não. Até agora, absolutamente nada. Não houve nenhuma demanda, nem por parte do Ministério Público, nem por parte da Polícia Federal, nem por parte do Judiciário. Mas eu reitero que eu estou absolutamente e inteiramente à disposição.”
O candidato disse que a acusação não terá efeito sobre sua campanha.
“Não, de jeito nenhum, porque as pessoas me conhecem. Eu fui prefeito de Salvador por oito anos, eu não respondo a uma ação, não tenho qualquer questionamento a respeito da minha lisura na vida pública”, afirmou. “Esse assunto eu estou fazendo questão de esclarecer exatamente para que a gente possa continuar a nossa agenda normal.”
Neto evitou fazer especulações sobre outros nomes eventualmente citados no caso e voltou a questionar a origem do material divulgado.
“Foi uma coisa tão absurda e ainda sem uma clara identificação, que a gente não sabe quando isso foi dito, se realmente foi dito, em que contexto isso aconteceu. Então, para mim, tudo é, até então, uma coisa apócrifa, que eu repito, com um vazamento seletivo, com um objetivo e um propósito específico.”

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