
Alexandre de Moraes ampliou o cerco político e jurídico contra Jair Bolsonaro ao determinar que o ex-presidente continue preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, citando inclusive a prisão do próprio Lula como precedente jurídico para justificar a manutenção da custódia.
O ministro d Supremo também acionou a Câmara para declarar a perda do mandato de Alexandre Ramagem e enviou ao Superior Tribunal Militar o pedido para analisar a perda da patente militar de Bolsonaro, numa decisão que escancara a escalada institucional em Brasília.
A defesa reagiu imediatamente: o advogado de Bolsonaro afirmou que Moraes não poderia “encerrar o processo ou tratar a defesa como algo menor”, prometendo recurso imediato.
A ofensiva atingiu também o núcleo duro da gestão Bolsonaro: os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram presos nesta terça-feira (25), em um movimento que aliados classificam como “o maior ataque ao alto escalão militar desde a redemocratização”.
Nos bastidores, parlamentares afirmam que o STF está decidido a levar às últimas consequências todos os processos relacionados ao 8 de janeiro, enquanto a PF confirmou que Bolsonaro ficará isolado em cela especial na PF até nova deliberação do plenário da Corte.
O clima em Brasília ficou ainda mais tenso após Moraes determinar que a sentença de Bolsonaro começará a ser cumprida imediatamente na sede da PF, como antecipou O Antagonista. A notícia gerou protestos de apoiadores e forte pressão sobre o Congresso, que agora precisará decidir sobre o futuro político de Ramagem.
Bahia Notícias Salvador Política Futebol Portal de Notícias TVS1